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2 x 1 - Barroso vota para manter delação de Cabral, mas pede provas para abertura de inquérito

2 x 1 – Barroso vota para manter delação de Cabral, mas pede provas para abertura de inquérito
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Luís Roberto Barroso seguiu entendimento de Edson Fachin a favor da manutenção do acordo de delação premiada firmado por Sergio Cabral com a Polícia Federal. Gilmar votou contra. O julgamento está ocorrendo no plenário virtual.

Segundo o ministro, “o plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu que o delegado de Polícia possui legitimidade para a celebração de acordo de colaboração premiada”.

Para ele, os acordos firmados pela PF só perdem validade caso a instituição ofereça benefícios que apenas o Ministério Público Federal tem competência para negociar.

“O acordo examinado neste recurso não assegurou ao colaborador nenhum benefício concreto, limitando-se a enumerar os favores que, em tese, podem ser concedidos a qualquer acusado – mesmo sem a formalização de acordo – que auxilie na obtenção de resultados previstos em lei.”

O ministro destacou ainda que “a homologação do acordo não implica reconhecimento de que as declarações do colaborador sejam suficientes, isoladamente, para a abertura de investigações”.

“Para a instauração de inquérito, será necessário que as imputações feitas pelo colaborador se façam acompanhar, cada qual, de elementos de corroboração demonstrativos de indícios suficientes de materialidade e autoria.”

Aqui a íntegra do voto de Barroso contra o recurso da PGR.

Leia na Crusoé a reportagem “A maldição de Toffoli”, assine a revista e apoie o jornalismo independente.

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